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sábado, 28 de maio de 2016

Projeto RELATOS - Carla Chierosa Antunes e Buster

Foto em primeiro plano de Carla Chierosa sentada de frente abraçada ao seu amigo inseparável, Buster que mira a câmera, um cão guia da raça Labrador de pelagem preta bem lustrosa e olhos redondinhos marrons. Carla é uma jovem mulher de pele branca, rosto oval, cabelos castanhos compridos abaixo dos ombros, sobrancelhas retas, olhos verdes amendoados, nariz levemente arrebitado e lábios grossos. Carla veste uma camiseta de malha com listras finas em branco e azul-marinho de mangas longas e calça comprida preta. Carla esboça um discreto sorriso nos lábios.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Descrição de um conjunto de prédios na Dinamarca...

Foto. Em primeiro plano, em um dia ensolarado, um grupo de pessoas sobre a areia branca praticam esportes com bola. Ao fundo, um arrojado, ventilado e bem iluminado conjunto de torres brancas em formatos geométricos, composto por triângulos irregulares. Há janelas quadradas grandes e retangulares e triangulares menores, portas retangulares com pequenas sacadas de vidros azuis. O conjunto remete à icebergs sob um céu azul com poucas nuvens.
Foto. Em primeiro plano, em um dia ensolarado, um grupo de pessoas sobre a areia branca praticam esportes com bola. Ao fundo, um arrojado, ventilado e bem iluminado conjunto de torres brancas em formatos geométricos, composto por triângulos irregulares. Há janelas quadradas grandes e retangulares e triangulares menores, portas retangulares com pequenas sacadas de vidros azuis. O conjunto remete à icebergs sob um céu azul com poucas nuvens.

Descrição de um banner...

Banner. Foto em fundo preto mostra arte ao centro, iluminada por um foco claro: Um emaranhado de fios elétricos delineia a copa arredondada de uma árvore; celulares, chaves de carro, pilhas, adaptadores, conexões, Ipod, uma tomada e um microfone intercalados aos fios remetem aos frutos. O tronco é representado por um controle remoto. Na borda inferior lê-se: Nem tudo substitui a natureza, plante árvores.
Banner. Foto em fundo preto mostra arte ao centro, iluminada por um foco claro: Um emaranhado de fios elétricos delineia a copa arredondada de uma árvore; celulares, chaves de carro, pilhas, adaptadores, conexões, Ipod, uma tomada e um microfone intercalados aos fios remetem aos frutos. O tronco é representado por um controle remoto. Na borda inferior lê-se: Nem tudo substitui a natureza, plante árvores.

Descrição de uma escultura de Bernini

Foto em preto e branco de parte de uma escultura em mármore: O rapto de Proserpina. O deus Hades sustenta a deusa Proserpina na altura dos ombros, nua, com o corpo em perfil ; a perna esquerda pousa levemente sobre a outra e produz sombra no joelho direito; o delicado pé esquerdo, voltado para baixo está no ar. A mão direita de Hades segura fortemente a coxa de Proserpina, os dedos pressionam a carne de aspecto firme; a outra mão de Hades enlaça vigorosamente a cintura da deusa, o dedo indicador afunda na carne lateral das costas e forma um L com o dedo polegar. No topo, parte das pontas dos cabelos cacheados de Proserpina ao vento, nas costas, uma sombra contrasta o brilho de um foco de luz sobre o ombro e, parte do braço em angulo, revela uma porção do pequeno seio esquerdo próximo aos cabelos ondulados de Hades; a mão da deusa se lança a frente do corpo e atinge a cabeça de Hades. Entre os corpos vigorosos, um manto ondula em pregas. No teto, uma pintura com duas figuras humanas.
Gian Lorenzo Bernini ou simplesmente Bernini (Nápoles, 7 de dezembro de 1598 – Roma, 28 de novembro de 1680) foi um eminente artista do barroco italiano, trabalhando principalmente na cidade de Roma. Distinguiu-se como escultor e arquiteto, ainda que tivesse sido pintor, desenhista, cenógrafo e criador de espectáculos de pirotecnia. Esculpiu numerosas obras de arte presentes até os dias atuais em Roma e no Vaticano. 
Descrição:Foto em preto e branco de parte de uma escultura em mármore: O rapto de Proserpina. O deus Hades sustenta a deusa Proserpina na altura dos ombros, nua, com o corpo em perfil ; a perna esquerda pousa levemente sobre a outra e produz sombra no joelho direito; o delicado pé esquerdo, voltado para baixo está no ar. A mão direita de Hades segura fortemente a coxa de Proserpina, os dedos pressionam a carne de aspecto firme; a outra mão de Hades enlaça vigorosamente a cintura da deusa, o dedo indicador afunda na carne lateral das costas e forma um L com o dedo polegar. No topo, parte das pontas dos cabelos cacheados de Proserpina ao vento, nas costas, uma sombra contrasta o brilho de um foco de luz sobre o ombro e, parte do braço em angulo, revela uma porção do pequeno seio esquerdo próximo aos cabelos ondulados de Hades; a mão da deusa se lança a frente do corpo e atinge a cabeça de Hades. Entre os corpos vigorosos, um manto ondula em pregas. No teto, uma pintura com duas figuras humanas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Projeto RELATOS - Wallace Vieira


Foto de Wallace Vieira com expressão facial séria está em pé, de frente em pose para a foto, é um jovem negro de cabelos curtos, óculos escuros, nariz médio, lábios grossos, corpo atlético; usa camisa polo azul, calça jeans, tênis branco com detalhes em azul.  Atrás dele, uma cerca de madeira e ao fundo...a natureza e o céu azul claro. 

                Vivemos em um tempo, no qual todos têm seus problemas, suas dificuldades e seus obstáculos; porém devemos logo ter a consciência que não existe problema sem solução, que não existe obstáculo que não possa ser superado e que se há alguma dificuldade podemos adaptá-la ao nosso modo.
A SUPERAÇÃO aparece a partir do ponto em que você decide passar por algo, o mesmo que julgam ser impossível, as pessoas perdem muito tempo dando valor aos problemas, quando deveriam enfrentá-los e mais tempo ainda dando ouvidos ao o que os outros falam, tornando assim seu problema maior do que de início.
Já notou que a palavra SUPERAÇÃO pode ser dividida em SUPER AÇÃO? isso deve-se ao fato de que ao passarmos por um problema ou enfrentarmos um obstáculo, logo executamos uma SUPER AÇÃO, esta nos faz SUPERAR, nos faz acreditar que conquistar algo é apenas uma questão de esforço. Cada pessoa tem seu modo de se SUPERAR, modo este que a faz acreditar em si mesma, criando assim uma auto confiança, e a pessoa que confia em si mesma pode conquistar tudo o que almejar, sendo quando necessário totalmente capaz de executar uma SUPER AÇÃO.
Na condição de deficiente visual tenho me superado a cada dia, ao olhar meu passado vejo o quanto superei e quantas SUPER AÇÕES executei. Perdi a visão por problema de saúde, o mesmo em que quase me levou a morte, por isso falo de SUPERAÇÃO não como uma medalha pendurada na parede de meu quarto, mas sim como uma cicatriz que tenho na cabeça, esta quando ponho minhas mãos logo vejo o quanto superei, o quanto fui capaz de executar SUPER AÇÕES, minhas lembranças não são doloridas, elas são satisfatórias, pois me mostram o quanto pude e o quanto posso.
Uma das áreas em que mais me supero é no esporte, sou atleta de GOALBALL, e ao entrar em quadra logo sinto as mesmas emoções que sentia quando entrava em campo quando enxergava. Me sinto vivo em quadra, me sinto capaz de executar SUPER AÇÕES que gritam ao meu ouvido, que sou capaz, e se por algum evento correr de tomar um goal... vejo onde errei e concerto para que não venho tomar outros.
A verdade é que ninguém si supera sozinho, ninguém faz nada sozinho, pois somos elos de uma mesma corrente, corrente esta que nos mantém sempre juntos uns aos outros. Aquele que tem verdadeiros amigos tem boa parte do caminho para si superar, e aquele que tem DEUS, este sim tem toda superação em mãos. O mundo foi feito para ser conquistado e quem deve conquistá-lo somos nós, isso não é uma tarefa fácil, mas se realmente quisermos e nos esforçarmos, logo o conquistamos. Supere a cada dia porque a SUPER AÇÃO parte de você.



sexta-feira, 3 de julho de 2015

Projeto RELATOS - Claudia Borges

Foto de Claudia Borges em um banner que imita uma moldura de madeira. Claudia é uma jovem mulher de pele clara, rosto redondo, cabelos loiros dourados compridos e lisos, sobrancelhas espessas um pouco mais escuras e bem delineadas, olhos castanhos claros amendoados com maquiagem leve, nariz reto, lábios médios pintados com batom vermelho com brilho e dentes alvos. Ela usa brinco de argola dourada e um tomara-que-caia preto com decote em V bem pronunciado, deixando à mostra parte da lingerie vermelha, valorizando os fartos seios, no contorno do decote, há um bordado prateado discreto e na ponta do V, um broche redondo brilhante. No canto superior esquerdo, escrito em letras brancas na diagonal: By Claudia Borges; e no rodapé, em letras azuis: A felicidade é simplesmente uma questão de luz interior. E essa luz é para poucos, pois poucos sabem brilhar e ter brilho próprio!!!!

Nasci com osteogenese imperfecta, mais conhecida como ossos de vidro, já no nascimento tive 2 fraturas e complicações pulmonares, e fui para a UTI, onde disseram ao meus pais que eu teria no máximo 10 dias de vida, pois estaria respirando apenas por aparelhos, passou os dias e com um mês de internação fui para casa, com o diagnóstico de que sobreviveria apenas até no máximo de 10 a 15 anos. Fui para casa, com total zelo dos meus pais tratada como uma boneca de porcelana, pois me fraturava apenas no me mexer, perdi as contas das inúmeras fraturas que tive, sempre fui privada de proximidade para brincar com crianças pequenas, pois elas não entendiam o meu problema, e uma bola que batesse em mim, ou qualquer movimento brusco poderia me levar a fraturas ósseas. Meus pais eram caseiros em zona rural de sítios e minha mãe me carregava 8 KM para me levar semanalmente a AACD, o tempo passou, e eu precisava estudar, embora em casa, sempre tive por parte dos meus pais o ensino básico, foi com 12 anos que eles conseguiram um serviço no Educandário Dom Duarte, local onde ficavam crianças internas em medidas sócio educativas, ou órfãos, e meu pai eram quem tirava as folgas dos laristas que cuidavam dos pavilhões onde essas crianças moravam. Foi nessa escola que atendia os meninos que lá moravam, os filhos de funcionários e as crianças do bairro que tive meu contato aos 12 anos com a escola, comecei  tarde os estudos, devido a dificuldade encontrada por morar em sitio, e foi nesse colégio internato que meus pais puderam ir trabalhar e assim me por numa escola. Fui muito bem aceita pelas crianças, embora tímida crescida em sitio, sozinha sem poder ter proximidade e brincar com outras crianças, foi dificultoso, não eles me aceitarem, mas eu me desvencilhar da timidez, mas minha surpresa foi grande, pois justo aqueles meninos a maioria sem pais, ou tendo que ficar naquele internato para que suas mães pudessem trabalhar, me ajudaram nesse processo de socialização, eles levavam meu lanche na sala, me faziam companhia, para que eu não me sentisse sozinha, os professores sempre carinhosos e me elogiavam muito por acharem que eu tinha um dom especial para redação.
O tempo passou fui estudar em outro município na minha 5 série, onde com a graça de Deus meus pais compraram a nossa própria casinha, e escolheram outros ramos para trabalhar, eu estava com 15 anos, fui bem aceita mais uma vez pelos colegas de sala, pelos professores, e logo fiz grandes amizades, onde minha mãe nem precisava me levar a escola minhas amigas vinham me buscar e trazer, era uma festa para elas me empurrar e brigavam entre si, para ver quem me levava, por ter ossos de vidro, não consigo tocar a cadeira nas ruas apenas fazia dentro de casa. Foi com 16 anos que tive minha ultima fratura, depois disso misteriosamente as coisas mudaram, porém muitas crises de pneumonia, asma, e com isso varias e inúmeras internações. Com meus 17 anos, estava já cansada de viver minha vida certinha, casa, escola, medo de me quebrar e resolvi parar, eu queria viver, sair com meus amigos, curtir a vida, coisa que meus pais não deixavam até certo período por medida de super proteção devido aos problemas de saúde, disse a eles, que eu preferia que se algo me acontecesse que eles ficassem feliz por saberem que eu morri fazendo o que quis, do que sabendo que fui infeliz, e privada de viver como todo mundo, e assim foi feito, passei a sair a noite para rodeios, para festas, baladas chegar no outro dia em casa, porem a surpresa foi que fui me fortalecendo, diminuíram as internações, me desenvolvi na socialização ainda mais, e me tornei uma outra Claudia, cheia de animo pela vida. Preconceito, bom não vivi diretamente ao ponto de me marcar na pele, a não ser por um caso amoroso, onde o preconceito imperou por parte da pessoa e da família dele que não me aceitou, na época sofri muito, tive depressão e foi ali que realmente me dei  conta que eu era diferente, pois minha vida toda foi vivida no meio de pessoas normais, sem deficiência, nunca tive amigos com deficiência, os meus amigos sempre inventavam coisas que eu pudesse participar, nunca locais complicados sem acesso, e se não tinha me pegavam no colo e para mim estava tudo bem, sempre fui na boa com isso no meio dos meus, mas ao ter esse problema de origem sentimental, me deparei ali com esse fato e ai sim a ficha caiu SOU DIFERENTE.
A depressão foi um período complicado, para sair, me via me sentindo diferente e sem ninguém que fosse igual a mim, para me ensinar a viver esse mundo, pois sempre vivi o mundo dos normais, não conhecia o mundo que o preconceito estava me apresentando de ser diferente, e esse preconceito pegou em mim, pois eu comecei a dizer que não era normal, que meus amigos não gostavam de mim, que tinham pena, dó, que o tempo todo servi de peso para os meus pais, que nunca fui a filha que eles queriam. Fiz tratamento, mas isso não adiantava, eu precisei me aceitar para ai sim tudo mudar.... Conheci pessoas com deficiência nas redes sociais , passei a conhecer esse mundo que descobri  que pertencia que é o mundo de reconhecer que tenho uma deficiência, nesse mundo quem me deu a estrada a percorrer, e me mostrou o caminho, foi uma pessoa que admiro muito TATIANA ROLIM, ao me presentear com seu livro Meu Andar sobre rodas, foi ali que percebi ta sou diferente mas e dai, minha vida seguiu até aqui e vai seguir sempre, tenho limitações mas posso fazer praticamente tudo, basta querer. Decidi então comprar minha cadeira motorizada, segui os conselhos da Tati, quis me tornar mais independente, sair na rua sem ser empurrada, ir a um shopping sozinha quando quiser, ir pra faculdade sozinha, pois decidi cursar uma faculdade tomei as rédeas de minha liberdade de uma certa maneira. Me tornei uma militante da causa das pessoas com deficiência, criei um grupo que é o minha deficiência não me limita, me liberta, onde tento sempre que posso mostrar que deficiência não é o fim que o que mata é a gente se aprisionar no preconceito que as pessoas nos direcionam, faço meus encontros inclusivos, e nunca mais dei asas a me deixar levar por preconceito, claro que sei que ele existe, que muita das vezes me olham torto, porem nunca baixo o olhar, olho de igual para igual e não levo desaforos para casa. Sou feliz, faço minha faculdade de Serviço Social, justamente por querer atuar na causa, futuramente penso numa pós quando terminar em psicologia ou jornalismo, e enfim vivo a vida, não apenas passo por ela. Ahhh!!! Esqueci de dizer no final, que o prazo dado da medicina se esgotou rs, estou indo para os meus 38 anos, cheia de alegria, animo e vontade de viver, nem os médicos entendem como superei a gravidade do meu problema.

Descrição de uma tira de Lucio Oliveira

Descrição:Tira do cartunista Lucio Oliveira, apresenta os personagens Edibar da Silva e Edimunda. Edibar é boêmio, chegado em uma birita odeia a mulher e a sogra. Os dois tem meia idade, são casados e a aparência é muito semelhante: Estão acima do peso, tem cabelos desalinhados, rosto comprido, olhos esbugalhados, os de Edibar são vesgos, o nariz dos dois é comprido e curvo abaixo, a boca imensa mais larga que o rosto, quando aberta, mostra apenas dois dentões separados na parte inferior da arcada, o queixo pequeno une-se à papada com aparência flácida. Edibar é calvo com apenas dois fios de cabelo no topo da cabeça e um tufo de cabelo marrom claro espetado para fora, nas laterais; nesse episódio está com camisa cor de laranja que evidencia sua pança, calça jeans e sapatênis bege. Edimunda tem cabelos avermelhados crespos amarrados em um pequeno e fofo rabo de cavalo, usa brincos de bolinha, vestido rosa na altura das canelas e um chinelão marrom.  Q1 - Edibar adentra um recinto com a mão esquerda cobrindo o rosto. Duas gotas de suor saltam do rosto de Edimunda que exclama com os olhos arregalados: Até que enfim!!! E aí, o que o doutor disse pra você? A mamãe vai ficar boa?  Q2- Edibar está de costas, mãos apoiadas na mureta da janela aberta por onde se vê os prédios e pássaros no céu azul e exclama com a voz trêmula: Não há esperança...Edimunda levanta a cabeça para o alto, dos olhos saltam lágrimas, ela agarra a camisa de Edibar pelas costas e berra: Buááááá...ela vai morrer?  Q3- Edibar ainda de costas lamenta: Não...vai continuar viva! Edimunda imóvel arregala os olhos.
Descrição:Tira do cartunista Lucio Oliveira, apresenta os personagens Edibar da Silva e Edimunda. Edibar é boêmio, chegado em uma birita odeia a mulher e a sogra. Os dois tem meia idade, são casados e a aparência é muito semelhante: Estão acima do peso, tem cabelos desalinhados, rosto comprido, olhos esbugalhados, os de Edibar são vesgos, o nariz dos dois é comprido e curvo abaixo, a boca imensa mais larga que o rosto, quando aberta, mostra apenas dois dentões separados na parte inferior da arcada, o queixo pequeno une-se à papada com aparência flácida. Edibar é calvo com apenas dois fios de cabelo no topo da cabeça e um tufo de cabelo marrom claro espetado para fora, nas laterais; nesse episódio está com camisa cor de laranja que evidencia sua pança, calça jeans e sapatênis bege. Edimunda tem cabelos avermelhados crespos amarrados em um pequeno e fofo rabo de cavalo, usa brincos de bolinha, vestido rosa na altura das canelas e um chinelão marrom. 
Q1 - Edibar adentra um recinto com a mão esquerda cobrindo o rosto. Duas gotas de suor saltam do rosto de Edimunda que exclama com os olhos arregalados: Até que enfim!!! E aí, o que o doutor disse pra você? A mamãe vai ficar boa? 
Q2- Edibar está de costas, mãos apoiadas na mureta da janela aberta por onde se vê os prédios e pássaros no céu azul e exclama com a voz trêmula: Não há esperança...Edimunda levanta a cabeça para o alto, dos olhos saltam lágrimas, ela agarra a camisa de Edibar pelas costas e berra: Buááááá...ela vai morrer? 
Q3- Edibar ainda de costas lamenta: Não...vai continuar viva! Edimunda imóvel arregala os olhos.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Projeto RELATOS - Joelma Amaral

Foto de Joelma Amaral em pé, encostada em uma parede que tem a metade superior pintada de branco e a inferior em vermelho vibrante, ela está com a cabeça voltada à esquerda, braços atrás do corpo na altura do quadril e o joelho direito flexionado cobrindo a outra perna. Joelma é uma mulher jovem, rosto oval, cabelos castanhos escuros, lisos até os ombros com alguns fios em franja, sobrancelhas levemente levantadas assim como o nariz, olhos amendoados castanhos claros com maquiagem leve, lábios médios bem delineados com batom rosa claro. Joelma usa brincos de argolas grandes prateadas, uma fina e discreta correntinha com pingente junto ao pescoço, blusa tomara-que-caia estampada onde predomina a cor azul com nuances em marrom, preto, listras finas e pontinhos alternados brancos e o mesmo tecido, cobre em forma de manga, os braços a partir de um palmo do ombro, mini saia amarelo claro de crochê com pequenas escamas em bicos arredondados.

Audiodescrição: Marisa Pretti

domingo, 31 de maio de 2015

Projeto RELATOS - Altair Garcia

Foto de  Altair Garcia, professor universitário – Escola de Ciência do Trabalho, mestre em economia do desenvolvimento – IE Unicamp. Altair é um homem de pele morena, cabelos castanhos escuros curtos e crespos, sobrancelhas levemente arqueadas, olhos amendoados castanhos escuros, nariz reto, lábios grossos e barba por fazer; ele usa uma camiseta azul marinho. Ao fundo, algumas dunas e o mar.

O processo de  exclusão social é tão antigo quanto a existência da  humanidade, a exclusão de pessoas com deficiência o com necessidade especial  não é diferente.  Apesar de antiga a exclusão continua em evidência na sociedade atual. 
A agenda inclusiva, num ambiente de vulnerabilidade social, como o brasileiro é enorme e se renova com o tempo, principalmente quando esse processo não é efetivo e acaba configurando o que alguns autores denominam de inclusão excludente, ou seja, políticas públicas mal desenhadas, mal focadas, e/ou com pouca ou nenhuma efetividade, paradoxalmente acabam elevando a exclusão ao invés de reduzi-la.
 Algumas iniciativas  no campo da inclusão, ações afirmativas, “ discriminação positiva” tem demonstrado  um esforço de enfrentamento desse processo, infelizmente,  esse novo padrão civilizatório, ainda está muito longe de ser alcançado, mas nem por isso, devemos desanimar. 
A luta  não pode ser das pessoas ou famílias vulneráveis, mas de toda sociedade.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Projeto RELATOS - André Luís Capelo

A foto preto-e-branco retrata em close André Luis Capelo em um largo sorriso. André é um homem jovem de pele morena clara, rosto oval, cabelos escuros bem curtinhos, sobrancelhas espessas, olhos amendoados, nariz mediano, lábios grossos e dentes alvos. André usa óculos de grau, com lentes fixas da metade para cima em armação de metal retangular e camisa com listras finas.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Projeto RELATOS - Ricardo Alexandre

A foto do peito para cima retrata Ricardo Alexandre discursando ao microfone com expressão compenetrada. Um homem jovem de pele branca, rosto redondo, cabelos castanhos escuros, curtos, com uma pequena franja desfiada voltada à direita, sobrancelhas retas, olhos fechados e contraídos, nariz pequeno levemente arrebitado e lábios grossos. Ricardo usa um blazer preto sobre camisa azul.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Projeto RELATOS - "Sensações" por Pedro Von Sydow

A foto em dia ensolarado, mostra em primeiro plano, Pedro Von Sydow do peito para cima, em uma lancha que não aparece na foto; visualiza-se apenas pequena porção da popa, o motor de 40 HP no canto inferior esquerdo e o antebraço esquerdo bronzeado do condutor, no punho, um relógio preto e a mão, na barra de direção. Pedro é um homem jovem de pele clara, rosto oval, cabelos castanhos claros bem curtinhos com entradas pronunciadas partindo da testa, nariz mediano, lábios carnudos e barba por fazer; os óculos de sol com lentes retangulares se estendem nas laterais amoldadas ao rosto. Do pescoço pendem duas correntes: a mais curta composta por pequenos elos arredondados, a outra longa bem mais fina desce ao centro do peito nu e com poucos pelos. Logo atrás e ao redor de Pedro o rastro de espumas brancas se estende ao fundo e delineia o caminho. Ao longe, duas ilhas rochosas cobertas por intensa vegetação, no céu azul, translúcidas nuvens brancas desenham camadas diagonais e uniformes e remetem a pinceladas em uma tela.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Projeto RELATOS - "Você vai passear?" por Viviane Carvalho

Foto da Viviane Carvalho no dia da Festa da Interação em B.H. no Instituto São Rafael. Ela está de frente para nós, encostada em uma meia parede, que da metade para cima é fechada com tela. Através da tela, visualiza-se a quadra de futebol aberta e acima o céu à noite. A Vivi tem a pele clara com aspecto acetinado, o rosto arredondado, cabelos longos castanhos escuros um pouco ondulados, quase na altura da cintura, sobrancelhas mais claras que os cabelos, olhos redondos, nariz delicado levemente arrebitado, lábios carnudos rosados que emolduram os dentes claros e o sorriso. O vestido escuro tem decote em V transpassado que valoriza seu corpo, tem a cintura marcada e saia toda plissada. No braço esquerdo, Vivi usa uma pulseira Neon verde.

"Você vai passear?"

Olá. Meu nome é Viviane e tenho 27 anos. Trabalho em 2 empregos como massoterapeuta. Enfrento algumas dificuldades pra chegar no trabalho. Não trabalho perto de casa porque muitas  empresas da região onde moro não cumprem a lei de cotas. Então levo duas horas pra chegar no serviço. Moro em Franco da Rocha. Pego um ônibus até o centro da cidade, e depois entro em um trem super lotado onde ninguém respeita o próximo. E ainda tenho que ouvir perguntas do tipo, vc vai passear? Dificilmente alguém pergunta se vou trabalhar. Muitos acham que pessoas com deficiência não tem vida social e muito menos saem de casa pra batalhar como todos. Enfrento um preconceito por causa da minha profissão. Eu especifico que sou massoterapeuta porque se eu digo que sou massagista alguns pensam que faço outro tipo de serviço. Minha profissão é super cansativa. Eu trabalho em um laboratório de manhã e a tarde trabalho em uma livraria. E a noite volto pra casa novamente em um trem lotado. Às vezes eu sento mas já fui em pé até a estação onde moro. Mas já acostumei com a rotina. Faz 8 anos que faço essa correria todos os dias. Acho que é isso. Posso dizer que sou muito feliz e mesmo trabalhando muito adoro sair no fim de semana. Independente de trabalhar muito é bom sair pra fugir do estresse.

Segura na mão de Deus e vai!

A foto em preto-e-branco mostra um garotinho com cabelos crespos desalinhados e arrepiados; o rostinho de pele clara estampa sobrancelhas levantadas acompanhadas pelos olhos arregalados em direção ao alto e boca pavorosamente escancarada; ele usa uma camisa com gola e mangas curtas. No topo lê-se: Sua mãe te chamou pelo seu nome completo? No rodapé: Segura na mão de Deus e vai!
A foto em preto-e-branco mostra um garotinho com cabelos crespos desalinhados e arrepiados; o rostinho de pele clara estampa sobrancelhas levantadas acompanhadas pelos olhos arregalados em direção ao alto e boca pavorosamente escancarada; ele usa uma camisa com gola e mangas curtas. No topo lê-se: Sua mãe te chamou pelo seu nome completo? No rodapé: Segura na mão de Deus e vai!

Descrição de uma borboleta...

A foto mostra em fundo laranja e verde desfocado, uma borboleta pousada em uma superfície amarelada e plana, sorvendo um pingo d’água ampliado. As quatro asas voltadas para cima, tocam-se levemente como translúcidos e pequenos balões, finas e transparentes como bolhas de sabão deixam transparecer a delicadíssima estrutura interna que as sustentam, apoiadas sobre o fino corpo cinza e cônico refletem-se em arco-íris.

A foto mostra em fundo laranja e verde desfocado, uma borboleta pousada em uma superfície amarelada e plana, sorvendo um pingo d’água ampliado. As quatro asas voltadas para cima, tocam-se levemente como translúcidos e pequenos balões, finas e transparentes como bolhas de sabão deixam transparecer a delicadíssima estrutura interna que as sustentam, apoiadas sobre o fino corpo cinza e cônico refletem-se em arco-íris.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Projeto "RELATOS"- Átilas de Oliveira Silva

A foto retrata Átilas de Oliveira Silva com discreto sorriso nos lábios, sentado em um sofá de couro preto com a panturrilha da perna direita apoiada no joelho esquerdo . Átilas é um homem jovem de pele morena bem clara com aspecto bronzeado, os cabelos são curtos escuros, o rosto arredondado e as sobrancelhas levemente arqueadas; os olhos estão fechados, o nariz é mediano e os lábios grossos. O traje é casual e elegante, composto por camisa social listrada nas cores: branco, preto e marrom e a calça jeans escuro.

Projeto RELATOS - "Desafios" por Luzia Neida Queiroz

Foto do interior de uma sala de aulas. Luzia Neida Queiroz em pé, posa para a foto em meio aos três filhos. Ela segura no colo com o braço esquerdo, José Eduardo de um ano e meio, a mão direita, quase toca a mão de Ana Rosa, de três anos, e à direita, está Rafael Antonio, de 6 anos. Luzia tem a pele bem clara e rosto oval emoldurado por cabelos castanhos claros repartidos ao meio, que seguem ondulados até a altura dos ombros, sobrancelhas retas, olhos amendoados, nariz médio e lábios grossos; usa camiseta azul e calça preta. O filho menor está de perfil, ele e a menina têm cabelos anelados castanhos claros iluminados por mechas aloiradas; os cabelos de Ana Rosa seguem abaixo dos ombros presos nas laterais por Maria Chiquinha cor de rosa; os traços de ambos são semelhantes e delicados, o nariz é levemente arrebitado; ele usa camiseta azul estampada com coqueiros, bermuda azul mais escuro no mesmo tom dos outros irmãos e sandálias com tiras vermelhas. Ana Rosa usa camiseta igual a do irmão mais velho: branca com detalhes vermelhos nas mangas, ela usa shortinho e ele bermuda. Rafael Antonio tem o rosto um pouco mais fino, cabelo com franja, liso castanho escuro, sobrancelhas retas, olhos amendoados, nariz médio e lábios finos.

Desafios

Criar três crianças, não é uma rotina fácil.
É uma tarefa difícil e desafiadora, porém, têm seus encantos, além do mais, é muito gratificante.
Em casa, eles não param. Tempo, é uma palavra quase impossível de descrever seu significado: lavar, arrumar, cozinhar, dar banho, cuidar de cada um em seus mínimos detalhes é enfim, uma correria só.
Na rua, me deparo com críticas e elogios; dó e admiração; no ônibus, enfrento muitas vezes, a falta de solidariedade das pessoas, quando não me cedem um lugar, ou a falta de atenção dos motoristas e cobradores, quando não facilitam abrindo a porta do meio, ou ainda quando o condutor dá a partida, quando ainda estou tentando descer com os meus filhos; contudo, tem aqueles que são extremamente compreensivos e atentos as necessidades de qualquer um que seja que tenha limitação...
No mercado, uma tensão só, fico apreensiva, temendo que os meninos quebrem algo; enfim, cada momento, é uma aventura.
Apesar de conviver, muito bem com a falta da visão, tem alguns momentos que eu gostaria de enxergar, como por exemplo, quando há uma apresentação na escola deles, quando eles trazem as tarefinhas, quando eles sorriem, ou quando choram, gostaria de poder ver a expressão em seus rostos, quando ganham um presente, ou quando são repreendidos, como fica seus semblantes; entre essas e outras coisas mais, como: levá-los ao parque, praia, gostaria de poder fazer isto sem ter sempre que depender de alguém para auxiliar.
Se eu fosse falar sobre cada coisa, só um livro!

Todavia, quero concluir dizendo que Deus é maravilhoso e que conto com Ele sempre para enfrentar cada desafio.

Projeto RELATOS - "Quem é Gata de Rodas" por Ivone de Oliveira



A foto em um jardim mostra Ivone de Oliveira sob a luz do sol, sentada em uma cadeira de rodas com a perna esquerda cruzada sobre a outra. Ivone tem a pele clara, rosto oval, cabelos loiros e lisos até os ombros, nariz afilado e lábios médios. Ela usa óculos de sol com armação grande e quadrada, relógio preto no pulso esquerdo, blusa estampada em tons de lilás, azul e rosa, mini saia jeans e sapatos estilo boneca  azuis. Na lateral direita, em sentido vertical e letras rosas, lê-se: Gata de Rodas.
 QUEM É GATA DE RODAS?
Eu sou a Ivone, uma mulher cadeirante, aos 6 meses de nascida tive Poliomelite que me deixou sequelas sendo uma   delas, a de me impossibilitar de andar. Minha infância foi marcada por idas ao médico e cirurgias. Apesar das dificuldades, foi também  uma infância de muitas brincadeiras com meus irmãos  e  primos. A Gatinha de Rodas foi uma criança alegre e sempre risonha. Na escola, iniciou o meu convivio social com outras crianças, foi super tranquilo,  não houve rejeição.  Os coleguinhas de sala de aula eram cuidadosos e prestativos comigo.  Sempre gostei de estudar e fazer amizade.
PRIMEIRO CONTATO COM O PRECONCEITO
Como nem tudo são flores, encontrei o meu primeiro espinho no caminho:  ao concluir  a  4º série do antigo ensino primário, a diretora não quis disponibilizar  uma sala de aula no andar térreo e disse a minha mãe que não ia  se responsabilizar por mim na escola. Sem o conhecimento dos meus direitos, minha mãe não denunciou a diretora na delegacia de ensino. Tive que me afastar da escola.  Quatro anos depois houve a substituição da diretora da escola e eu retornei aos estudos.  Ao concluir o primário, novamente tive que interromper os estudos, por diversos motivos: falta de companhante, doença em família etc.
 GATA DE RODAS NA BUSCA PELA INDEPENDÊNCIA
Nunca fui de ficar parada, já que não dava para eu estudar, resolvi trabalhar informalmente no artesanato. Comecei a confeccionar roupas de crochê e bordados com pedrarias, atividade essa que exerci por muitos anos visando independência econômica para o  lazer e minha vaidade de mulher. Passando alguns anos meu irmão me presenteou com um computador. Além de me distrair, resolvi também procurar trabalho com carteira profissional registrada. Não demorou muito para que eu fosse contratada por uma conceituada  empresa e lá estava eu inserida no mercado formal  de trabalho como Operadora de telemarketing. Agora trabalhando e conectada nas redes sociais, resolvi voltar a estudar,  porém a falta de companhia ainda persistia.  Por obra do destino,  numa rede social eu conheci uma amiga enviada por Deus. Essa amiga ao saber  do meu sonho de concluir os meus estudos, tornou-se  os meus pés e com essa grande ajuda finalmente cheguei na faculdade. Hoje sou bacharel em Ciências Contábeis.
 GATA DE RODAS NA REDE SOCIAL/ XÔ PRECONCEITO/AUTOESTIMA
Passeata e manifestação social: aprendi com meus amigos deficientes  da rede social  a lutar por direito a inclusão e  acessibilidade.
VISIBILIDADE: Mesmo diante das dificuldades e dependência de acompanhante a Gata de Rodas se joga no Carnaval, na praia, nos passeios, cinema, teatro etc. Na expectativa de motivar os demais deficientes a não desanimar com os obstáculos, não ter vergonha de sua deficiência e  ser  feliz do jeito que é...
Comunidade Gata de Rodas: a ideia da página Gata de Rodas surgiu a  princípio para que eu pudesse compartilhar as minhas experiências e desafios como uma mulher cadeirante, mas a ideia se expandiu e resolvi abranger as demais parcelas da sociedade que também sofrem com o preconceito, seja ela por ser deficiente, mulher, negro, gay, Indio,  pobre  e  etc.
 “A história ensina-nos que o homem não teria alcançado o possível se,   muitas vezes, não tivesse tentado o impossível.” (Max Weber)